Introdução

Antes, espero: Que nunca esquecemos que ter o carro não nos dá a posse da estrada. E que para andar na estrada não precisamos do carro.

Numa sociedade onde a erosão dos valores morais tendo atingir seus níveis antes inimagináveis, onde reina a teoria de ter para ser (o que devia ser ao contrário). Mundo repleto de muitas controvérsias, várias crenças, muitas correntes opostas, onde cada um interpreta tudo de acordo com os seus interesses ou com suas crenças. Estou ainda a procura de palavras para falar da discordância entre nossa aparência e essência (uma profunda traição a nossa essência), da degradação daquelas leis cósmicas uni-culturais, que aceitam as diferenças nas raças, religiões e concentra todos na mesma essência humana. Valores que tendem cada dia a ser esquecidos e substituídos pela mediocridade, falta de escrúpulos e outros valores indignos, que diminuem a nossa superioridade humana.
Penso que:
A boa contribuição para resgatar esses valores universais, não é continuar a centralizar tudo, desrespeitar as diferenças, mas expor sua visão respeitando a visão de quem a escuta. Somos réplica da nossa sociedade, mas somos nós que fizemos ela… Consciente dessa dependência, somos chamados a resgatar essa parceria humana, social e espiritual.
A boa contribuição não é esperar dar o seu tesouro para os pobres, mas falar do impacto do mundo lá fora dentro de nós.
A boa contribuição é falar o que podemos fazer diante da realidade que vivemos e através de imagem absorvida, através de ideias que engravidaram nossa psique na adolescência, através das experiencias que mancharam nossa juventude… é transformar essa interacção com o mundo em letras, que vão nascer nos olhos do leitor e a ele pertence o julgamento final dos nossos escritos, se são factos ou ficção. Nós escolhemos no que ler e no que acreditar, mas em nenhum momento deixemos de julgar o que lemos por escolha.
O que não devemos esquecer em nenhum momento da vida, é que a verdade não deixa de ser verdade só porque nós não pautamos nossa vida nela. Deus não deixa de ser Deus só porque a quem não crê… Creiamos que é mentira da guerra: que a verdade é variável ou relativa…
Nossa incoerência não podem ser pautada em nada que não seja legítimo, porque tarde ou cedo, nesta ou na próxima vida, responderemos por essa traição da nossa essência.
Que nossos escritos provam que ainda a chance de criar uma sociedade melhor.
E mais... A nossa trajectória nessa vida tão errante e incerta precisa estar fincada em valores que não sejam perecíveis, precisa ser construída sobre algo que nos mova e que faça de nós pessoas reais. Precisa ser fiel a alguma coisa que exista lá fora, mas que tenha nascido dentro de cada um de nós. O que nos orienta precisa ter a ambição de gerar felicidade além da nossa. O que nos move precisa nascer de uma missão assumida para o bem de todos os que nos cercam, sejam de perto ou de longe, nesse imenso mundo.