quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Confissão: Duas horas depois, ele odeia-se por ter ficado indignado

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Um homem embarca num avião e senta-se à janela. Ele mora Tóquio, no Japão, e planeja voar até Hong Kong, na China. Porém, minutos depois uma mulher ocupa o assento ao lado dele, transformando o seu pior pesadelo em realidade.

“Olá! Tudo bem?” perguntou esta estranha ao se aproximar. Equilibrando o seu volumoso corpo, ela teve que se abaixar lentamente, espremendo seu traseiro para que ele coubesse no assento do avião.
Após se posicionar confortavelmente, ela colocou seu enorme braço no apoio entre as nossas cadeiras. A sua imensidão saturou o espaço entre nós e eu e meu assento fomos espremidos contra a janela.

Como eu não reagi à sua pergunta, ela repetiu a saudação em tom alegre e amigável. O seu rosto elevava-se acima da minha cabeça e eu tive que girar o meu corpo para poder vê-la. “Olá”, respondi, obviamente incomodado.
Em seguida, virei-me para a janela, maldizendo, em silêncio, as longas horas de desconforto que eu teria que enfrentar com este monstro ao meu lado.
Ela tocou-me com o braço carnudo. “O meu nome é Laura. Eu sou da Grã-Bretanha. E você? Japonês?”
“Malásia”, resmunguei.
“Eu sinto muito pelo incómodo! Aceitarias meu sincero pedido de desculpas? Vamos lá, aperte a minha mão. Se nós vamos passar 6 horas lado-a-lado neste vôo é melhor sermos amigos, não achas?” Ela estendeu o braço e acabei por lhe apertar a mão, ainda que relutantemente.
Indiferente ao meu comportamento rude, Laura começou a conversar comigo. Ela contou-me animada que estava a ir para Hong Kong para visitar alguns amigos. Ela também descreveu contente os presentes que planejava comprar para os seus alunos do internato onde ela dava aulas.
Para cada pergunta que ela fazia, eu respondia com uma única palavra. Sem se abalar com minhas reações frias, Laura assentia com a cabeça e tecia comentários positivos em relação às minhas respostas. A sua voz era suave e carinhosa. Quando a refeição foi servida, ela fez de tudo para que eu tivesse espaço suficiente para comer e me movimentar. “Eu não quero espremer-te com o meu corpo de elefante!” ela disse com sinceridade.
Para minha surpresa, aquela mulher que me causou tanta repulsa quando chegou, começou a ganhar a minha simpatia. Aos poucos, eu comecei a baixar a minha guarda.
Laura tinha uma conversa interessante. Ele era culta e sabia muito de filosofia e ciência. Ela conseguia tornar os assuntos mais banais em algo a ser analisado e discutido. Quando começamos a falar sobre cultura, eu fiquei surpreso com os seus comentários inteligentes e bem colocados. Além disso, seu senso de humor era incrível!
Durante todo o tempo no avião, Laura entreteve todos os comissários de bordo com as suas brincadeiras e o seu bom humor.
Quando uma hospedeira veio recolher os nossos pratos, Laura fez várias piadas em relação ao seu próprio peso. A comissária chorou de tanto rir e no final segurou a mão de Laura e disse: “você fez-me ganhar o dia!”
Eu perguntei à Laura: “Nunca pensou em tentar perder um pouco de peso?”
“Não. Eu trabalhei duro para chegar onde cheguei. Porque quereria voltar atrás?”
“Você não se preocupa com a sua saúde e com os problemas relacionados à obesidade?”
“Não. Você só fica doente se pensar constantemente sobre o seu peso. Você vê anuncios de centros de emagrecimento que dizem ‘liberte-se do seu peso extra e volte a ser você mesma’. Uma grande mentira! Você só é você mesma quando se sente confortável e satisfeita sendo quem é, independente da sua aparência. E isso não apenas num dia específico, e sim em todos os dias do ano. Porque deveria eu gastar o meu tempo com regimes se posso fazer outras coisas muito mais interessantes? Eu alimento-me de maneira saudável e faço exercícios. Eu tenho este tamanho porque nasci para ser gordinha! A vida é muito mais do que estes quilos extras! E eu tenho outras coisas melhores para fazer, ao invés de pensar o tempo todo nas minhas banhas.”
Laura tomou então um gole de vinho. “Além disso, Deus deu-me tanta felicidade que eu precisei de um corpo grande para poder acomodar toda esta alegria de viver. E porque escolheria eu perder peso e felicidade ao mesmo tempo?”
Surpreendido com a sua lógica, eu sorri.
Laura continuou. “As pessoas em geral veem-me como uma mulher gorda, com grandes seios, enormes coxas e com um bum-bum tão gigantesco que nenhum homem jamais chegaria a apreciar. Elas acreditam que eu seja uma bobona e acham que eu sou preguiçosa e não tenho força de vontade. Mas as pessoas estão erradas.”
Com um sorriso no rosto, ela pede à hospedeira mais um pouco de vinho. Ao agradecer, ela gentilmente adiciona: “Esta tripulação está a fazer um ótimo trabalho. Que Deus vos abençoe a todos.”
Virando-se na minha direção, Laura continua: “Na verdade, eu sou uma pessoa magra por dentro. Eu tenho tanta energia que a maior parte das pessoas não consegue acompanhar-me. Esta carne extra está aqui para me desacelerar, ou estaria por aí a correr atrás de homens o tempo todo!”
“E os homens correm atrás de você?” perguntei eu brincando.
“É claro que sim. Eu sou muito bem casada, mas outros homens continuam a dar piropos. A maior parte deles está a passar por uma crise no relacionamento e querem alguém para conversar. Eu não sei bem porque, mas eles gostam de conversar comigo. Eu acho que eu deveria ter sido terapeuta, ao invés de professora.
Após uma curta pausa, Laura continua. “Você sabe, os relacionamentos são muito complicados. As mulheres veneram os homens e chamam-nos de ‘meu amor’ até que descobrem que foram traídas. A partir daí elas transformam-se em verdadeiros monstros. Já os homens, eles amam profundamente as suas mulheres, até que descobrem os custos de ter uma esposa e uma família, e passam a ver a mulher como um diabo segurando tridentes!”
A conversa com Laura acabou por fazer com que meu longo vôo se transformasse num momento muito agradável. Eu fiquei fascinado com o seu carisma. Perto do fim da viagem, quase metade dos comissários de bordo estavam parados no corredor perto dos nossos assentos, rindo e conversando com Laura. Outros passageiros ao redor também participaram deste incrível momento de trocas e sorrisos. Laura emanava uma energia positiva, calorosa e feliz.
Quando nós nos despedimos no saguão do aeroporto de Hong Kong, eu observei enquanto ela caminhava em direção a um grupo sorridente de adultos e crianças. Mesmo de longe, eu ouvi os gritos animados e as gargalhadas daquelas pessoas, que efusivamente abraçavam e beijavam a Laura. De repente, ela virou-se e acenou uma última vez na minha direção.
Eu fiquei surprendido com a conclusão a que cheguei naquele dia: Laura era a mulher mais bonita que eu já tinha conhecido.”
Que história linda! A mensagem que ela transmite é uma verdadeira lição de vida. Partilha este artigo com teus amigos e espalha estas palavras bonitas pelo mundo!
heftig.co

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